Configurando Timezone no Debian Linux

Normalmente cada distribuição Linux tem seu próprio método de configuração para o timezone, que geralmente é bem simples, porém muitas vezes encontro servidores com timezone configurado de forma incorreta, o que pode trazer problemas durante a execução de diversas aplicações.

Como grande parte das distribuições atuais seguem o padrão Red Hat ou Debian, vou postar aqui inicialmente os métodos para configuração do timezone na plataforma Debian e no próximo artigo os procedimentos para Red Hat / CentOS.

Primeiramente verifique em qual timezone seu sistema está configurado com:

luizxx@kanu:~# tzconfig
Your current time zone is set to America/Sao_Paulo
Do you want to change that? [n]:

Caso o timezone apresentado esteja incorreto pressione y para configurá-lo corretamente seguindo as instruções apresentadas na tela.

Caso você queira configurar o timezone de um local dentro do Brasil, instale o pacote tz-brasil para agilizar as configurações de horário de verão:

luizxx@kanu:~# apt-get install tz-brasil

No Debian temos algumas particularidades na estrutura de configuração dependendo da versão do sistema operacional, na versão Etch e posteriores o arquivo /etc/localtime é uma cópia idêntica do datafile original, já nas versões anteriores ao Sarge ele é um link para o arquivo original, como apresentado no exemplo abaixo:

Debian Etch:
$ diff -s /etc/localtime /usr/share/zoneinfo/`cat /etc/timezone`
Files /etc/localtime and /usr/share/zoneinfo/America/New_York are identical

Debian Sarge:
$ ls -l /etc/localtime
lrwxrwxrwx 1 root root 48 Mar 31 11:19 /etc/localtime -> /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo

LVM em Red Hat Kickstart

Normalmente ao preparar um esquema de particionamento para um kickstart utilizamos diretamente partições primárias e/ou extendidas no disco, porém é possível fazer todo o preparo diretamente com a utilização de LVM de uma forma bem simples e prática.

Considere o esquema de particionamento abaixo:

Não LVM:
/boot – 128MB

LVM:
/ – 10GB
/home – 20GB
/var – 35GB
swap – 8GB

As entradas no kickstart para limpar a tabela de partições e aplicar o esquema acima serão as seguintes:

clearpart –all
part /boot –fstype ext3 –size=128
part pv.4 –size=0 –grow
volgroup VolGroup00 pv.4
logvol / –fstype ext3 –name=root –vgname=VolGroup00 –size=10240
logvol /home –fstype ext3 –name=usr –vgname=VolGroup00 –size=20480
logvol /var –fstype ext3 –name=var –vgname=VolGroup00 –size=35840
logvol swap –fstype swap –name=swap –vgname=VolGroup00 –size=8192

Caso você queira fixar a partição /boot em um determinado disco (por exemplo /dev/sda) é possível adicionando a opção “–ondisk=sda” na linha referente ao /boot. A opção –grow especificada ao criar o pv (phisical volume) informa que todo o restante do disco será utilizado para o LVM.

Mais informações sobre opções disponíveis para kickstart podem ser encontradas na documentação oficial Red Hat.

VirtualBox running Red Hat Guests

Recently I was using a Red Hat guest on my notebook’s VirtualBox, but with the VM started I noticed that one of my 2 core processor was lost, getting 60% to 100% of CPU load with the guest system totally idle. While testing the same VirtualBox with a Debian and an ArchLinux guest (simultaneously), the processor usage didn’t beat 10% of processor use with the guests idle.

Looking for some information on VirtualBox forums and on CentOS bugtracker, I found some information that shows up how to solve this problem in a very simple way, just changing the default divider kernel parameter to 10 (adjusting the system clock rate to 100Hz) directly at boot time.

Note: Since Red Hat Enterprise Linux 5.1 / CentOS 5.1 the default system clock rate that is set to 1000Hz and can be changed at boot time, with no need to recompile you kernel, remember that Xen guests don’t need the system clock rate to be modified because they already have a 250Hz kernel.

For those that are not familiar changing kernel parameters, just edit your grub menu.lst file (usually /boot/grub/menu.lst), add divider=10 in the end of the kernel line and reboot your system.

Ps. Sorry for the long time without new posts… Now I’m back!

Changing Gnome Panel Font Color

Sometimes we want to create or change the Gnome panel background color, but when we use a dark or black background is quite dificult to see the fonts at the main menu and clock for example. To solve this problem, we can simple change the panel font colors directly editing the .gtkrc-2.0 file in our home directory:

luizxx@Revy ~ $ vi .gtkrc-2.0

Then add the following lines to your file:

style “modpanel”
{
fg[NORMAL] = “#FFFFFF”
}
widget “*PanelWidget*” style “modpanel”
widget “*PanelApplet*” style “modpanel”
widget “*fast-user-switch-applet*” style “modpanel”

Now you can logout and logon to activate the changes, or you can simply reload the panel with:

luizxx@Revy ~ $ killall gnome-panel

Note that you can change the fg[NORMAL] value to any color you want to use, from #000000 to #FFFFFF.

Review: Sony Vaio VGN-FE31B/W

Venho utilizando Linux no notebook Sony Vaio FE31B/W (modelo japonês) há um bom tempo, porem ultimamente notei que todos os proprietários destes notebooks japoneses da Sony tem o mesmo problema de nao encontrar nenhuma informação útil na internet a respeito de compatibilidade de hardware, utilização, etc…

Para aqueles que ainda nao conhecem, todos os notebooks japoneses Sony um pouco mais antigos da serie Vaio (os modelos que saíam com Windows XP Special Edition por padrão) tem um hardware bem específico, apresentando incompatibilidade inclusive com Windows XP’s que nao sejam os distribuidos juntos com o notebook (ele so funciona corretamente utilizando o Windows japones que ja vem na particao de recovery).

Porém felizmente o hardware desta serie de notebooks já apresenta uma ótima compatibilidade com Linux!

Tenho utilizado a distribuição OpenSuSe (atualmente na versão 11.1) nele e estou muito satisfeito com seu rendimento/funcionamento, porém notei algumas particularidades que devem ser levadas em consideração na hora de configurar seu sistema:

  • Utilizando Gnome como gerenciador de desktop, o controle de brilho automático quando se utiliza a bateria conflita com o gerenciamento de energia via hardware, fazendo com que as vezes a tela fique muito escura. Para resolver este problema simplesmente desative o controle automático de brilho do Gnome.
  • O teclado japonês (jp106), apesar de possuir um layout muito bom e teclas de fácil acesso nao possui suporte a acentuação brasileira, portanto prepare bem seu corretor ortográfico em caso de edição de textos.
  • As teclas para mudança de idioma/escrita (hiragana, katakana e romanji) por padrão ficam desativadas, porém caso você queira utilizá-las basta configurar.
  • As teclas de controle de volume e brilho funcionam normalmente, porém precisam ser setadas corretamente nos atalhos do gnome.
  • A interface de acesso FeliCa precisa do software correspondente para funcionar, portanto fica desabilitada (o que não é nenhum problema, principalmente se voce nao mora no Japão).
  • O leitor de cartoes Sony (MagicGate) funciona normalmente como qualquer drive USB.
  • A placa de rede wireless precisa da atualizaçãoo de bios (broadcom) para funcionar corretamente.

Resumindo, Linux é uma otima alternativa que se adequa perfeitamente bem a esta linha de notebooks que conta com um ótimo hardware e design mantendo praticamente todas as suas funcionalidades.

Obs. Tenha muito cuidado ao realizar a formatação do disco! Tenha certeza que voce possui o disco de restauração da Sony ou fez os DVDs de backup com o Vaio Rikabaru, pois caso você queira voltar o notebook para a configuração original (inclusive com o sistema automático de recovery direto na inicialização da BIOS e todos os softwares Vaio) eles serão necessários.

Nota: Se você estuda ou pretende estudar Japonês, manter uma partição com a configuração original pode ajudar bastante na escrita e familiarização com o idioma!